terça-feira, 18 de março de 2008

Que tal não ter problemas para resolver?

Hoje como de costume estava “conversando com meus botões”, a caminho do
trabalho, procurando o que postar nesta semana. Nada vinha a mente,
então, seguindo a metodologia da “pessoa extremamente criativa”
desliguei do assunto e comecei a prestar atenção no caminho, carros,
pessoas, placas, prédios... bem, o trânsito estava fluindo até que o
farol fechou, bem na minha vez de cruzar a avenida, mas tudo bem,
desengatei a marcha, puxei o freio de mão e fiquei aguardando.
Os pedestres em grupo atravessavam apressados, os carros passavam no
sentido transversal, até aí tudo bem, como a quantidade de carros que
cruzavam a avenida era grande, rapidamente foi formando um pequeno
“congestionamento”, um embolado de carros que entravam na via em que eu
estava, até aí tudo bem, problema mesmo foi quando a quantidade de
carros amontoados começou a fechar o cruzamento. Até onde estudei o
código de trânsito havia um ponto que falava claramente que “não se deve
fechar o cruzamento”, simples não? É, simples desde que todos sigam a
regra, ou orientação, mas e quando as pessoas não respeitam as regras o
final é sempre o mesmo, veja o desfecho desta história.
O cruzamento estava fechado com a quantidade de carros amontoados, mas
só no sentido em que eu estava, o sinal ficou amarelo indicando que iria
fechar aí surgiu um ônibus, daqueles fretados e um carro na sua frente.
O motorista do carro acelerou para aproveitar os últimos segundos antes
que o sinal fechasse. Para minha surpresa, o motorista do ônibus fez a
mesma coisa fechando completamente a passagem da pista que vinha no
sentido contrário, resultado, o farol era de três fazes, boa parte dos
carros amontoados na pista que eu estava aguardava para fazer o retorno,
um pouco mais adiante, como o ônibus fechou a passagem os carros da
outra pista não puderam avançar e liberar o outro cruzamento, os carros
da pista no meu sentido não andaram, não liberaram espaço para o ônibus
poder terminar de cruzar a avenida e ficamos todos presos por causa de
um esperto que fechou a passagem..
Você acha que acabou, que nada, ficou pior ainda quando alguém começou a
buzinar e outros motoristas acompanharam, alguém colocou a cabeça para
fora do carro e chingou a mãe do motorista do ônibus, que prontamente
revidou aos insultos, o que só conseguiu irritar mais pessoas que
uniram-se ao coro de palavrões e buzinaço. Enquanto isso o trânsito se
amontoava atrás de nós, nos dois sentidos, o farol fechou novamente
amontoando mais carros atrás do ônibus. Acreditem se quiser, para sair
deste balaio de gato, o carro que estava do meu lado direito cortou a
frente para fazer o retorno, proibido, e deu de cara om outro carro que
estava cruzando no sentido correto o que fez eu e o outro carro ficarmos
travados também, essa história consumiu apenas 25 minutos do meu dia.
Como saímos deste enrosco? Simples, o outros motoristas que estavam na
pista da direita subiram na calçada e começaram a “dar vazão” ao
“rebosteio”.
O interessante é que quanto mais carros saiam pelas calçadas, por cima
dos canteiros mais carros avançavam o sinal vermelho e menos se resolvia
o problema.
Seria tão mais fácil se em primeiro lugar o ônibus não tivesse avançado
o farol, segundo os carros que iam cruzar a avenida no mesmo sentido do
ônibus estivessem esperado liberar a pista, o motorista que começou a
buzinar, não buzinasse, o outro que chingou, não chingasse. É, mas este
mundo de bom censo e coerência parece que não existe mais, no rádio
todas as manhãs escuto os radialistas indignados comentando os recordes
de congestionamento, que alguém tem fazer alguma coisa, tenho uma teoria
para resolver o problema, basta todos os condutores de veículos
respeitarem as normas e leis do trânsito, nada mais que isso. Não seria
necessário milhões de Reais em multas punitivas, protestos, passeatas,
pessoas revoltadas dando entrevista dentro de seus carros parados no
farol “bem em cima da faixa de pedestres” e por aí vai.

No livro “A arte da guerra” Sun Tzu diz: “Comandar poucos ou muitos é
tudo uma questão de organização”.


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